Minha Torre de Babel

Não me lembro exatamente quando foi que comecei a ter a percepção de que era uma pessoa apaixonada por idiomas, só sei que desde pequeno sentia atração e grande vontade de estudá-los, aprendê-los e degustá-los, falando-os fluentemente como se fossem minha língua materna. Uma vez tive a oportunidade de ver, por alguns instantes, um livro totalmente escrito em francês, cujo conteúdo didático era dirigido aos falantes do próprio idioma. Fiquei encantado com aquelas palavras diferentes, os sinais ortográficos particulares, os traços em lugares inusitados, a pontuação estranha… e pensei comigo mesmo que um dia iria aprender aquele novo mundo de letras dispostas de uma maneira gostosamente estranha ao que eu havia aprendido até então.

Numa outra ocasião, poucos anos mais tarde, porém ainda em minha infância, tive um primeiro contato visual com o alfabeto cirílico; acho que foi em algum filme, não me recordo, mas tão forte ficou gravado em minha alma que até hoje sinto a empolgação que experimentei naquele instante. Aquela letra que parecia uma “casinha”, o “N” ao contrário, e outros caracteres que nunca tinha visto antes em minha vida – que, na verdade, consistia de alguns poucos anos ainda…

Quando cursava o ensino médio surgiu uma oportunidade que nortearia minha paixão pelos idiomas para sempre: matriculei-me em um curso de espanhol na mesma escola, que havia há pouco tempo aderido a um programa do estado de São Paulo e instalado um Centro de Estudos de Línguas. Experiência deveras incrível, aprender outro idioma com uma turma muito legal, uma professora que explicava muito bem, e realmente passar a assimilar conteúdos através de uma maneira diferente de usar a mente. Desde então, ao longo desses anos, cursos presenciais e aprendizado autodidata vêm permeando minha existência, num misto de hobby e missão de vida, e com certeza nunca irá acabar, pois na verdade uma vida inteira não é suficiente para se aprender tudo, e ademais tudo sempre está se atualizando, mudando, reinventando-se…

Sejam bem vindos!

Letras, caminhos… duas palavras/ideias completamente diferentes? Nem sempre, como poderemos ver a partir de agora neste espaço virtual pequeno, porém vasto de possibilidades. Afinal as letras podem se reportar não só à literatura, e os caminhos que escolhemos percorrer na vida sempre se originam de pensamentos, e estes de palavras, e estas de letras. Como foi dito: “No princípio, era o Verbo”.